segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Young folks takin' 'bout the young style

Essa vai para os jovens!

Pessoal da minha geração, tá todo mundo de saco cheio de ter que tomar decisões pra ontem né?
"O que você vai ser quando crescer?"
"Descubra o que você gosta!"
"Descubra a sua vocação!"
"Decida sua carreira!"
"Escolha uma faculdade!"
"Passe no vestibular!"
"Seja o primeiro da turma!"
Mas sabe, pensando bem, essa não é a hora de tomar decisões tão importantes!
Alguns têm o privilégio de já nascer sabendo o que vieram fazer nesse mundo mas, infelizmente, não é bem assim com a maioria. Quantas pessoas já entraram numa crise existencial por não saber o que fazer com a própria vida? Mas é claro que entramos em crise! Ainda não temos maturidade pra sabermos o que queremos ser.
Na real, agora é o momento de tomarmos todas as decisões erradas!
É o momento de escolher ser professor de filosofia, massagista, ambientalista,astronauta, sociólogo, artesão, jogador profissional de sinuca, entrar pra um grupo de teatro argentino, deixar a barba crescer, pintar o cabelo de verde, fazer curso de manicure, inaugurar a própria feira de invenções e depois descobrir que fizemos tudo errado! Dar com a cara na porta uma, duas três, cem vezes! Experimentar de tudo um pouco e, aí sim, descobrirmos o que nascemos para fazer!
O momento é esse! A idade é essa!
Eu espero ter a coragem de cometer todos os erros que puder!


"I did before and had my share
It didn't lead nowhere
I would go along with someone like you
It doesn't matter what you did
Who you were hanging with
We could stick around and see this night through"


domingo, 15 de janeiro de 2012

There's hope for the hopeless...


Ah então você teve um dia ruim?
VOCÊ MORREU?


Nenhum dia de nossas vidas deve ser desconsiderado ou simplesmente descartado.
Nenhum dia de nossas vidas deve ser considerado ruim.
O dia deve ser maravilhoso simplesmente pelo fato de estarmos aqui mais uma vez! De termos a chance de recriar os nossos passos, de aprender através dos nossos erros e nos tornarmos pessoas melhores!
Todo dia é um presente!
Imprevistos acontecem e estupidez acontece! Mas nada disso deve ser fator determinante de humor.
Alguma coisa te chateou? Bem, você tem duas opções:
I) Passar o resto do dia mau humorado, reclamando de tudo e todos.
II) Engolir a decepção, respirar fundo e começar de novo.

Quantas vezes o Sol nasceu para nós? E quantas vezes nós paramos para admirar e agradecer à vida por esse presente magnífico?

Não sejamos bitolados! Temos mais é que enxergar as coisas lindas dessa vida e enxergar como a própria vida é linda, pois cada dia é uma nova chance de começar tudo de novo!

Otimista até o fim.


sábado, 9 de julho de 2011

Never let herself forget...


To grow up, to realize and to understand that your feelings are not the same as your needs, and you have to respect them.
You've got to know the difference between the practical and the complicated. You've got to be practical not to suffer. And by that I don't mean to stop yourself from learning, but to save you from unnecessary pains. If you make a mistake, know the right from wrong, learn your lesson, keep your head up and go on, because living in regret and shame or compunction will make you no good. That's the difference between the easy and the usual.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

I knew the pathway like the back of my hand...

Caminhos.
Caminhava com precisão sem precisar questionar seu destino.
O destino, no entanto, deixou de ser atrativo.
Deixou de caminhar.
Olhou ao redor e procurou um novo destino. Para onde caminhar?
Viu-se em perdição, por vezes em desespero.
Encontrou o destino que melhor definia suas vontades e procurou o caminho que levava a esse destino.
Caminhava com precisão sem precisar questionar seu destino.
Durante a nova caminhada, no entanto, distraiu-se pelo caminho e esqueceu o seu destino.
A segurança do caminho não parecia mais tão certa e o destino não parecia mais tão atraente, ou pelo menos definido.
Caminhava sem precisão e precisando questionar seu destino.
Olhou para os lados.
Uma bifurcação.
Mais alguns passos,
Outra bifurcação.
Tantos caminhos levam a tantos lugares. Tantos caminhos levam ao mesmo lugar. Um caminho leva a tantos lugares.
E nesse emaranhado de caminhos a se seguir, será que alguém pode oferecer um mapa?
Um mapa que não indique apenas os caminhos, o mapa que indique o caminho certo.

"Oh simple thing,
where have you gone?
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when
you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin"

domingo, 22 de maio de 2011

Ser humano ambicioso. Nada nunca está bom. Nada é suficiente.
Olha ao seu redor e vê tudo o que precisa, do jeito certo.
Não se satisfaz.
Tenta alcançar mais, pensa que merece mais. Como se o que já tem não fosse tudo o que tem direito quando, na verdade, é muito mais que seu merecimento.
Busca mais, tenta mais, procura mais, anseia por mais.
Obtem apenas fracasso e vergonha.

Ser humano é assim mesmo... Dizem que comodismo é fundamentalmente negativo mas condenam a ambição com pura certeza.


Contrariedade Confusão Indecisão Imprecisão


Cansamos algum dia de sermos fiéis a esse teatro de horrores?

segunda-feira, 28 de março de 2011

Em sonho...

Em uma quadra cheia de meninas desconhecidas, converso, me apresento e jogo um amistoso de vôlei. Uma garota alta, cabelos muito escuros, pele quase amarela, me conta sobre todas as fatalidades já ocorridas naquela quadra. Ouço ela dizer que recolheu o sangue de todos os acidentes por anos e guardou em um balde de 20 litros, que seria completado no dia presente.
Olho pra dentro do balde e vejo os vários litros de sangue vermelhíssimo e grosso. Fico sabendo o destino de todo aquele sangue e sinto uma vontade enorme de participar do movimento todo. A garota alta recusa e diz que eu não tenho direito nenhum sobre o balde de sangue, já que eu era uma estranha sem conexão alguma com os acidentes. Revelo a ela que perdi um pedaço de dedo naquele bairro e o sangue todo foi destinado ao balde.
A menina se emociona e me entrega o balde.
Peço licença a todas as meninas e despejo todo o sangue na parede de concreto, formando uma mancha enorme de vermelhidão. O sangue escorre e eu doentiamente acho tudo aquilo muito bonito.

don't look back

Você é drama se você gosta de drama.

Um drama complexo, um drama superficial, um drama desnecessário... Qualquer drama é desnecessário.
Mas você não consegue largar, você não quer largar, mas você precisa ir agora.
Não olhe pra trás, brincadeiras não vestem gente grande!

Vá brincar de ser dona do próprio nariz, criança! Vá brincar de dar volta e mais volta em metrô lotado, de cozinhar seu próprio arroz, de pagar sua diversão, de pagar toda a sua diversão, de pagar todo o preço. Preço seu. Preço que você escolheu.

Pra gente grande tem drama, sim.
Mas gente grande não faz drama, não.

Um beijo pra sua meia três-quartos e pro seu bebê de pézinho rabiscado.
Um beijo pra criança que procura príncipe encantado.

"In a painted past, In a looking glass


I see me looking back..."



Brincar de ser legal...
É legal! =)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Em sonho...

Andava com amigos pela rua procurando um lugar para passar o tempo. Um deles convida os outros para acompanharmo-lo em uma festa de casamento. Aceitamos todos. Subo até meu apartamento para trocar meu par de tênis por um sapato apropriado para uma cerimônia formal. De lá ouço uma gritaria incomum. Dirijo-me ao corredor do prédio e, ao olhar pela janela, vejo meus amigos num alvoroço sobre um acontecimento absurdo. Desço as escadas num compasso acelerado e por cada andar que passo, olho para a janela e vejo uma enorme esfera no estacionamento do edifício. Ao alcançar o térreo, ouço dizerem que a Lua estava extremamente perto da Terra. Entretanto, ao olhar de perto, vejo que a Lua está, na verdade, estacionada sobre o chão.
A Lua caiu.
Uma agitação incontrolada. As pessoas não sabem se acreditam e, ao mesmo tempo, não tem como duvidar. A imprensa de tão chocada não é capaz de noticiar. Gritos histéricos daqueles que foram os primeiros a descobrirem que o olhar direto para o satélite falecido causa cegueira. Mãos tapam os olhos, gritos enchem as gargantas, Lua caída na Terra.

Colapso

A tensão social existente nos dias de hoje é produto da corrida tecnológica característica da era da informação, também conhecida como era digital. Não há mais limites e os escrúpulos são cada vez menos exigidos na luta por ascensão e evolução econômica. A violência não é apenas uma fatalidade de caráter tirano-opressivo. Esta é um resultado do estresse sob o qual a sociedade contemporânea está submetida.
No contexto socio-econômico onde a disputa por lucro e sucesso, o indivíduo se vê perdido em angústia e nervosismo consequentes do esforço adaptativo. Existe uma exigência de desenvolvimento e evolução social implícita nos modos de vida contemporâneos. Esta exigência causa uma pressão psicológica sobre o sujeito dando origem à intolerância e à brutalidade tão comuns no dia-a-dia.
A violência em si é uma derivação da frustração do homem e portanto origina-se uma necessidade de encontrar mecanismos de escape para dar vazão à ansiedade remoída pelo indivíduo sob pressão. O homem, cego por ira excessiva, retorna às suas raízes irracionais na cadeia evolutiva e passa a expressar seus sentimentos malogrados de forma irascível e incívil.
Para que haja uma detenção para atos violentos na sociedade, o primeiro passo é reconhecer que a violência está contida, em níveis distintos, em todos os que fazem parte deste conjunto e, portanto, a única forma de reduzir a ocorrência da violência em sua forma trágica no cotidiano, é buscando medidas para diminuir a tensão social que pesa sobre os ombros de cada cidadão como, por exemplo, a implantação de terapias como acompanhamento psiquiátrico, tratamentos homeopatas, terapias ocupacionais etc.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Alucinando com Björk

O céu é de um tom cinza-escuro, como prestes a derrubar toda a água possível, como se não a derrubasse há muitos meses. O vendaval também anuncia a chuva, varrendo tudo que há pela frente e fazendo esvoaçarem os cascalhos sobre o chão montanhoso. No alto da montanha, os sinos de uma igreja como a de Glastonbury soam violentamente e as irmãs, em seguida da abadessa, choram um canto mórbido.
Cascalhos, folhas, e hábitos ao vento - que se faz cada vez mais forte e avassalador- constituem uma cena amedrontadora, sombria, obscura. Não há pássaros, mas se houvesse seriam corvos. Não há símbolos, mas se houvesse seriam cruzes.
Tudo ao redor é feito de cores opacas, cores mortas, cores escuras. O cinza-negro do céu predomina causando uma forte sensação negativa de estremecimento acompanhado da angústia trazido pelo coro das freiras.
O canto, o tambor, o vento, o cascalho, as folhas, as cores, o cinza, o medo, o frio, o canto, o tambor, o vento, o cascalho, as folhas, as cores, o cinza, o medo, o frio...

PLUS

A sociedade contemporânea é um fruto da evolução dinâmica do capitalismo, que trouxe para o homem a ideia de individualismo metodológico. Se antes cada qual lutava por si, a inserção de um regime organizado para assegurar o privilégio de alguns apenas atenuou essa competição. A partir de então, perde-se a noção de individualidade e passa-se a espalhar por toda a sociedade um valor altamente egocêntrico.
Na era da informação é ainda mais evidente a presença do caráter individual, pois a tecnologia não para de desenvolver-se e as fontes de lucros não param de crescer. O mercado é exigente, a competição é gigantesca e as oportunidades são mínimas. Enxerga-se então a teoria darwinista sobre o organicismo, uma vez que o mais desenvolvido sobrevive. Faz-se presente a necessidade de destacar-se, de ser o melhor, o mais inteligente, o mais adaptado.
Desta forma, o ser humano está ofuscado pela sede de desenvolvimento particular e não há mais espaço, na sociedade contemporânea, para o altruísmo. Não se trata de uma questão de avidez por lucro, mas sim de sobrevivência.
O homem hoje em dia está preocupado demais em aprimorar seus aspectos qualitativos para a obtenção de progresso pessoal que mal sobra tempo ou vontade para lembrar-se de que há uma infinidade de semelhantes no mundo afora que também passam por dificuldades e são tão carentes de compreensão quanto ele próprio.

Uma Outra Faceta do Ego

Ao pensar-se em altruísmo lembra-se, automaticamente, de uma sociedade perfeita, na qual não existe egoísmo e cada indivíduo coexiste e existe um para o outro. É fato que, desde os tempos em que os ideais de liberdade foram expostos de forma revolucionária, cada homem procura incessavelmente seu próprio desenvolvimento, como numa corrida pelo sucesso político, econômico, religioso, social e intelectual.
Entretanto, através de uma análise minuciosa do plano social, é possível observar-se que não existe apenas um indivíduo, um interesse ou um ideal. Cada qual está necessária e irrevogavelmente relacionado a todos seus semelhantes, pois assim se faz a sociedade. A ação de um pode passar despercebido aos olhos de outro, mas traz consequências para todos aqueles que encontram-se à sua volta. Sendo assim, por mais que haja uma ganância inescrupulosa do homem, há também, instintivamente, uma necessidade altruísta.
Uma sociedade não se faz na base do egoísmo, uma vez que um indivíduo necessita do próximo para que façam ambos, parte de uma coletividade e, caso contrário, seriam apenas dois seres aleatórios sem nenhum laço social. Visto que o ser humano em sua racionalidade é destinado a viver em conjunto, não seria vantajoso para o desenvolvimento social deste o egocentrismo exacerbado.
Portanto, o altruísmo ainda tem lugar no mundo contemporâneo porém, por este ser um componente indispensável para o progresso individual, acaba confundindo-se com o próprio oponente, o egocentrismo, já que o homem geralmente só age de forma filantrópica a fim de seu próprio benefício.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

always in a fight cause I can do nothing right

Uma vida pacata e, no entanto, uma vida perfeita para alguém como eu, que sonhou durante anos com paz e serenidade. Sob um olhar evasivo observo a felicidade sonhada por tanto tempo; Através de uma análise categórica, enxergo nada além de hipocrisia habitando meu próprio âmago; Pertenço àqueles que analisam, idealizam e buscam uma maneira criativa de inovar e modernizar cada vez mais o próprio plano social. Entretanto, possuo traços discretos e, ao mesmo tempo, óbvios de conservadorismo e julgo a depravação como aqueles que viviam há séculos atrás; Defendo a liberdade de cada indivíduo porém julgo e rotulo o tempo todo pelo fato de possuir um comportamento obsessivo-compulsivo no sentido de padronizar a conduta alheia; Sou dotada de uma criatividade e um senso de humor que combinam perfeitamente e, ainda assim, toda vez que dou origem a um processo criativo, me canso e desisto logo. Mandriona e desleixada. Incomodo-me com a desorganização alheia mesmo que eu mesma a pratique.
E, no entanto, por trás da hipocrisia e da contradição, reconheço meus aspectos positivos.
Não contenho mais a inocência de uma doce garota, mas não possuo maldade dentro de mim. Erro como todo adolescente erra; Ofendo outros ao meu redor; Machuco pessoas queridas; Mas não por malícia ou insegurança. Erro e me arrependo. Erro e, quando sou capaz de reconhecer, procuro absolvição. Preocupo-me com o bem-estar daqueles à minha volta e prezo pela saúde de meus familiares. Sonho com um mundo onde cada pessoa tem discernimento e juízo. Sonho com uma sociedade onde cada indivíduo seja livre e compreendido.
Desta forma, concluo esta crítica com a consideração da minha pessoa e da minha vida como uma tentativa falha e blasfema de execução do bom modelo-social, por melhores que sejam as intenções de sua autoria.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

not gonna write you a love song cause you asked for it

Escrever não vai ajudar, escrever não vai mudar nada.
Eu perdi a canção, eu perdi a canção que escrevi quando senti sua falta.
Duas, três vezes.
Eu perdi outras canções e senti falta de outras pessoas.
Mas perder a sua canção me faz perder a memória. De repente, exatamente por qual motivo acabei me lamentando? Não sei, o momento passou e a canção se perdeu.
O momento de se lamentar passou ao passo que as lágrimas se secaram sozinhas e a canção se perdeu.
Mas não perdi a memória em vão.
Talvez escreva outras canções, talvez sobre outras pessoas.
Talvez escreva outras canções, diferentes, já que o lamento se perdeu também.
Talvez escreva outras canções, canções de júbilo, canções para se ovacionar.

E talvez eu não perca essas canções.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

how many lives are living strange?

Semana passada, meu professor de História da Arte pediu um trabalho no qual cada aluno deveria fazer uma reflexão sobre a sua existência e sua importância para o mundo e relacionar isso com um movimento artístico.
Essa tarefa imediatamente me lembrou do meu último post aqui, portanto resolvipostar também o meu trabalho.



"O Meu Ser No Mundo e Na Arte"
por Lívia Fernanda Vieira

Para algumas pessoas, falar sobre si e sobre sua própria importância para o mundo, pode ser demasiadamente difícil. Para mim, é uma tarefa extremamente complexa, uma vez que venho refletindo sobre isso há tanto tempo e obtenho respostas pouco plausíveis - quando as obtenho.
O que sei sobre mim mesma é que quero fazer com a minha vida algo útil, grande, com repercussão em toda a sociedade. Não almejo glória, mas sim mudança. Quero ser capaz de desenvolver algum tipo de progresso no âmbito político-ambiental, já que tenho inclinações para a sustentabilidade como solução para a humanidade.
Desejo um histórico acadêmico aceitável, mas também que isso não impeça minhas relações sociais-afetivas. Quero ser capaz de manter um equilíbrio saudável entre uma profissão bem-sucedida e a formação de uma família.
São apenas aspirações, mas acredito que sugerem que a importância do meu indivíduo inserido no mundo como um todo é a de uma jovem adolescente com potencial para ajudar a humanidade com o progresso da vida, representando a juventude consciente dos dias de hoje.
Sendo assim, comparando minhas ambições provenientes de uma série de características psicológicas aos diversos movimentos artísticos que fazem parte da história do mundo, concluo que me considero compatível à arte renascentista.
Esta foi marcada por um movimento de grandes mudanças culturais baseadas no princípio filosófico humanista. Observa-se uma relação de semelhança destes aspectos com a minha vontade de gerar uma mudança progressista, não só cultural, como político, econômico e social, acreditando que o homem é capaz de ser conscientemente o início disso, e não suas futuras necessidades. Para os renascentistas, bem como para mim, "o homem é a medida de todas as coisas" pois ele próprio deu origem à sociedade de atualmente e, portanto, pode dar origem às soluções necessárias para esta.
A ideia de "renascença" relaciona-se à revalorização do pensamento e da arte da Antiguidade greco-helenística, para a qual a produção da arte é tematicamente voltada para a contemplação da vida que reflete uma elaboração intelectual em que predominam o ritmo e o equilíbrio - dois aspectos que desejo para minha vida futura.
Portanto torna-se evidente a pluralidade de semelhanças entre a arte renascentista e minha própria personalidade.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

to impress and not to be impressive

Queria ser uma terceira pessoa pra poder ver a mim mesma de um ponto-de-vista diferente. Pra falar a verdade, às vezes eu tento me enxergar de uma outra perspectiva, mas isso só acaba me irritando. Quer dizer, será que é essa a sensação que eu passo? Irritação? Queria saber qual é a impressão que as pessoas tem de mim.
Queria saber, na verdade, por que isso importa.
Talvez importe devido à uma mania que eu tenha desenvolvido de criar rótulos para cada um à minha volta. Não tenho certeza se isso é um hábito mau, não é como se eu estivesse o tempo todo julgando meus colegas, acho que é mais um tipo de necessidade de encaixar o comportamento alheio em diversos padrões que eu mesma crio. E se eu não consigo me encaixar em um padrão, o quão ruim isso pode ser?
Um pouco ruim, até então. Eu tento insistentemente encontrar qualquer tipo de definição para os meus hábitos. Se eventualmente falho, consequentemente me frustro.
Todavia, acabo de notar um padrão ridículo para mim: obsessivo compulsivo.
Essa busca incessante me mostra que eu procuro tão intensamente por respostas que é muito provável que a imagem que eu passo é dessa coisa louca que não consegue simplesmente se aceitar e parar de imaginar.
Ao fim desta brisa insana eu vejo algo pra me definir, mas a sensação não é tão boa. Talvez, só talvez, eu devesse parar.

Viajei, pra variar.
Que bom.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

that was too real to ever be fake...

Quando no ano de 2007 essa garota não era nada além de frágil e tola.
Frágil e tola o suficiente pra encontrar o primeiro amor no também frágil e tolo desconhecido que lhe chamou a atenção e deu atenção.
Foi fácil de se relacionarem; Não foi fácil lidar com a distância, mas foi fácil de encontrarem o melhor de si um no outro.
Fizeram-se de porto-seguro e falavam-se todos os dias. Confidenciavam. Apaixonavam-se.
Ele falava sobre a vida pacata no interior, os amigos íntimos, os gatos...
Ela falava sobre a vida agitada na cidade, a família conturbada, o cão...
Ela encontrava paz nele. Talvez ele buscasse por paz também.
Seguiram por meses, à distância, mas bem de perto.
Planejavam o futuro, fantasiavam o dia em que fugiriam juntos, juravam amor eterno e pensavam um no outro antes de deitar a cabeça no travesseiro.
Ele a deixou. Sumiu por onze meses. Onze meses de desespero, para ela. O pior ano de sua vida. A pior das experiências.
Ela tinha pesadelos, chorava escondido dos amigos e dos pais, foi quando começou a compor músicas. Era uma fuga. Mas de noite voltava a doer quando era obrigada a deitar a cabeça no travesseiro sem ouvir aquele "eu te amo para sempre sempre sempre".
Procurou o amor em outros, obviamente não encontrou. Procurou por ele, eventualmente não encontrou.
Até que ele surge do nada, sem desculpas aceitáveis. Mas nenhuma desculpa superava aquela que ela mesma usara consigo mesmo "ele está vivo". Isso bastava.
Voltaram a amar-se. Voltaram a jurar o amor. Voltaram a planejar o futuro. Voltaram a ser perfeitos e completos.
E ele voltou a sumir. Duas, três vezes.
Ela aprendeu a conviver com a dor. Descobrira os macetes que aliviavam a angústia. Esperava ansiosamente pela volta do amado, pois sabia que ele voltaria. E ela estava sempre certa.
Até o dia em que acordou no meio da noite. Teve um insight. Percebeu que o tempo passara. Não era mais a garotinha frágil de anos atrás. Não podia mentir para si mesma, sabia que o amor não podia ser verdadeiro. Pelo menos, não da parte dele. Ela nunca o faria sofrer da forma que ele a fez tantas vezes.
Não trocaram palavras sobre isso, contudo ele entendera. Sumiu. Pela última vez.
Um dia, andando na rua, ela notou um rapaz estranho. Estranho demais para ser estranho para ela. Abordou-o, perguntou seu nome. Ele olhou nos olhos dela de uma forma que um estranho não faria, mas respondeu apenas o que perguntara, nada mais. Ela sorriu e respondeu "Foi um prazer conhecê-lo", e deixou para trás aquele desconhecido que a fez conhecer o amor verdadeiro.


"If someone said three years from now you'd be long gone, i'd stand up and punch them out cause they're all wrong. i knew better cause you said 'forever and ever'... who knew?"

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

I dreamed a dream in time gone by

O que é um sonho?


Um sonho pra mim tem mudado de definição conforme as fases da minha vida vão mudando. Um sonho já foi algo que me fizesse acreditar em uma vida melhor; Um sonho já foi meu estímulo pra continuar aprendendo; Um sonho já deixou de existir quando não havia luz...
E agora? Agora o sonho pra mim é algo muito menos supérfluo do que costumava ser. Eu não vivo para sonhar. Hoje eu sonho para viver. Acredito que o ser humano necessita de uma vontade maior, uma ambição que inspira, que estimula, que não o deixa desistir.
O sonho é uma partícula mínima da alma que faz a gente acreditar que merece algo bom, é o desejo profundo da alma, a essência. O sonho É essencial!
Quem não tem um sonho acha que não tem um sonho, mas de repente você descobre que há, sim, algo no mundo por qual você lutaria, que te traria paz momentânea - mas ainda assim paz.

Que o sonhos não sejam meramente inalcançáveis. Que os sonhos nos destinem para algo mais profundo. Mas que os sonhos não nos façam deixar de amar nossa vida como ela é.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

presence lingers here

"Entender é diferente de aprender".
Um professor citou esta frase esses dias... Uma frase muito banal, por sinal, mas que me fez refletir bastante. E não é que isso é verdade mesmo? Veja bem:
Você já teve que deixar alguém ir pelo bem da própria pessoa? Se sim, sabe do que eu falo aqui. Você entende que ela tem que ir, que vai ser o melhor, que vai fazê-la feliz. Mas isso não lhe impede de sentir lá no fundinho aquele egoísmo. Você vai deixá-la ir pelo bem dela, mas você vai sofrer pensando no seu próprio bem. Você entende que ela vai ficar melhor, mas você não aprende facilmente a viver sem ela.
Isso não me aconteceu pela primeira vez agora... Nem pela segunda ou pela terceira. E mesmo assim, como posso não ter aprendido ainda? Vai entender... Ou não.
No entanto, eu aprendi recentemente que egoísmo é como infantilismo, e infantilismo é algo de que devemos executar assim que reconhecemo-lo!
Deixo-te ir. Se te fazes feliz, feliz que sejas!

A propósito, nunca aprendi o imperativo teórico.


Go, angel, fly around this world <3