Semana passada, meu professor de História da Arte pediu um trabalho no qual cada aluno deveria fazer uma reflexão sobre a sua existência e sua importância para o mundo e relacionar isso com um movimento artístico.
Essa tarefa imediatamente me lembrou do meu último post aqui, portanto resolvipostar também o meu trabalho.
"O Meu Ser No Mundo e Na Arte"
por Lívia Fernanda Vieira
Para algumas pessoas, falar sobre si e sobre sua própria importância para o mundo, pode ser demasiadamente difícil. Para mim, é uma tarefa extremamente complexa, uma vez que venho refletindo sobre isso há tanto tempo e obtenho respostas pouco plausíveis - quando as obtenho.
O que sei sobre mim mesma é que quero fazer com a minha vida algo útil, grande, com repercussão em toda a sociedade. Não almejo glória, mas sim mudança. Quero ser capaz de desenvolver algum tipo de progresso no âmbito político-ambiental, já que tenho inclinações para a sustentabilidade como solução para a humanidade.
Desejo um histórico acadêmico aceitável, mas também que isso não impeça minhas relações sociais-afetivas. Quero ser capaz de manter um equilíbrio saudável entre uma profissão bem-sucedida e a formação de uma família.
São apenas aspirações, mas acredito que sugerem que a importância do meu indivíduo inserido no mundo como um todo é a de uma jovem adolescente com potencial para ajudar a humanidade com o progresso da vida, representando a juventude consciente dos dias de hoje.
Sendo assim, comparando minhas ambições provenientes de uma série de características psicológicas aos diversos movimentos artísticos que fazem parte da história do mundo, concluo que me considero compatível à arte renascentista.
Esta foi marcada por um movimento de grandes mudanças culturais baseadas no princípio filosófico humanista. Observa-se uma relação de semelhança destes aspectos com a minha vontade de gerar uma mudança progressista, não só cultural, como político, econômico e social, acreditando que o homem é capaz de ser conscientemente o início disso, e não suas futuras necessidades. Para os renascentistas, bem como para mim, "o homem é a medida de todas as coisas" pois ele próprio deu origem à sociedade de atualmente e, portanto, pode dar origem às soluções necessárias para esta.
A ideia de "renascença" relaciona-se à revalorização do pensamento e da arte da Antiguidade greco-helenística, para a qual a produção da arte é tematicamente voltada para a contemplação da vida que reflete uma elaboração intelectual em que predominam o ritmo e o equilíbrio - dois aspectos que desejo para minha vida futura.
Portanto torna-se evidente a pluralidade de semelhanças entre a arte renascentista e minha própria personalidade.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
to impress and not to be impressive
Queria ser uma terceira pessoa pra poder ver a mim mesma de um ponto-de-vista diferente. Pra falar a verdade, às vezes eu tento me enxergar de uma outra perspectiva, mas isso só acaba me irritando. Quer dizer, será que é essa a sensação que eu passo? Irritação? Queria saber qual é a impressão que as pessoas tem de mim.
Queria saber, na verdade, por que isso importa.
Talvez importe devido à uma mania que eu tenha desenvolvido de criar rótulos para cada um à minha volta. Não tenho certeza se isso é um hábito mau, não é como se eu estivesse o tempo todo julgando meus colegas, acho que é mais um tipo de necessidade de encaixar o comportamento alheio em diversos padrões que eu mesma crio. E se eu não consigo me encaixar em um padrão, o quão ruim isso pode ser?
Um pouco ruim, até então. Eu tento insistentemente encontrar qualquer tipo de definição para os meus hábitos. Se eventualmente falho, consequentemente me frustro.
Todavia, acabo de notar um padrão ridículo para mim: obsessivo compulsivo.
Essa busca incessante me mostra que eu procuro tão intensamente por respostas que é muito provável que a imagem que eu passo é dessa coisa louca que não consegue simplesmente se aceitar e parar de imaginar.
Ao fim desta brisa insana eu vejo algo pra me definir, mas a sensação não é tão boa. Talvez, só talvez, eu devesse parar.
Viajei, pra variar.
Que bom.
Queria saber, na verdade, por que isso importa.
Talvez importe devido à uma mania que eu tenha desenvolvido de criar rótulos para cada um à minha volta. Não tenho certeza se isso é um hábito mau, não é como se eu estivesse o tempo todo julgando meus colegas, acho que é mais um tipo de necessidade de encaixar o comportamento alheio em diversos padrões que eu mesma crio. E se eu não consigo me encaixar em um padrão, o quão ruim isso pode ser?
Um pouco ruim, até então. Eu tento insistentemente encontrar qualquer tipo de definição para os meus hábitos. Se eventualmente falho, consequentemente me frustro.
Todavia, acabo de notar um padrão ridículo para mim: obsessivo compulsivo.
Essa busca incessante me mostra que eu procuro tão intensamente por respostas que é muito provável que a imagem que eu passo é dessa coisa louca que não consegue simplesmente se aceitar e parar de imaginar.
Ao fim desta brisa insana eu vejo algo pra me definir, mas a sensação não é tão boa. Talvez, só talvez, eu devesse parar.
Viajei, pra variar.
Que bom.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
that was too real to ever be fake...
Quando no ano de 2007 essa garota não era nada além de frágil e tola.
Frágil e tola o suficiente pra encontrar o primeiro amor no também frágil e tolo desconhecido que lhe chamou a atenção e deu atenção.
Foi fácil de se relacionarem; Não foi fácil lidar com a distância, mas foi fácil de encontrarem o melhor de si um no outro.
Fizeram-se de porto-seguro e falavam-se todos os dias. Confidenciavam. Apaixonavam-se.
Ele falava sobre a vida pacata no interior, os amigos íntimos, os gatos...
Ela falava sobre a vida agitada na cidade, a família conturbada, o cão...
Ela encontrava paz nele. Talvez ele buscasse por paz também.
Seguiram por meses, à distância, mas bem de perto.
Planejavam o futuro, fantasiavam o dia em que fugiriam juntos, juravam amor eterno e pensavam um no outro antes de deitar a cabeça no travesseiro.
Ele a deixou. Sumiu por onze meses. Onze meses de desespero, para ela. O pior ano de sua vida. A pior das experiências.
Ela tinha pesadelos, chorava escondido dos amigos e dos pais, foi quando começou a compor músicas. Era uma fuga. Mas de noite voltava a doer quando era obrigada a deitar a cabeça no travesseiro sem ouvir aquele "eu te amo para sempre sempre sempre".
Procurou o amor em outros, obviamente não encontrou. Procurou por ele, eventualmente não encontrou.
Até que ele surge do nada, sem desculpas aceitáveis. Mas nenhuma desculpa superava aquela que ela mesma usara consigo mesmo "ele está vivo". Isso bastava.
Voltaram a amar-se. Voltaram a jurar o amor. Voltaram a planejar o futuro. Voltaram a ser perfeitos e completos.
E ele voltou a sumir. Duas, três vezes.
Ela aprendeu a conviver com a dor. Descobrira os macetes que aliviavam a angústia. Esperava ansiosamente pela volta do amado, pois sabia que ele voltaria. E ela estava sempre certa.
Até o dia em que acordou no meio da noite. Teve um insight. Percebeu que o tempo passara. Não era mais a garotinha frágil de anos atrás. Não podia mentir para si mesma, sabia que o amor não podia ser verdadeiro. Pelo menos, não da parte dele. Ela nunca o faria sofrer da forma que ele a fez tantas vezes.
Não trocaram palavras sobre isso, contudo ele entendera. Sumiu. Pela última vez.
Um dia, andando na rua, ela notou um rapaz estranho. Estranho demais para ser estranho para ela. Abordou-o, perguntou seu nome. Ele olhou nos olhos dela de uma forma que um estranho não faria, mas respondeu apenas o que perguntara, nada mais. Ela sorriu e respondeu "Foi um prazer conhecê-lo", e deixou para trás aquele desconhecido que a fez conhecer o amor verdadeiro.
"If someone said three years from now you'd be long gone, i'd stand up and punch them out cause they're all wrong. i knew better cause you said 'forever and ever'... who knew?"
Frágil e tola o suficiente pra encontrar o primeiro amor no também frágil e tolo desconhecido que lhe chamou a atenção e deu atenção.
Foi fácil de se relacionarem; Não foi fácil lidar com a distância, mas foi fácil de encontrarem o melhor de si um no outro.
Fizeram-se de porto-seguro e falavam-se todos os dias. Confidenciavam. Apaixonavam-se.
Ele falava sobre a vida pacata no interior, os amigos íntimos, os gatos...
Ela falava sobre a vida agitada na cidade, a família conturbada, o cão...
Ela encontrava paz nele. Talvez ele buscasse por paz também.
Seguiram por meses, à distância, mas bem de perto.
Planejavam o futuro, fantasiavam o dia em que fugiriam juntos, juravam amor eterno e pensavam um no outro antes de deitar a cabeça no travesseiro.
Ele a deixou. Sumiu por onze meses. Onze meses de desespero, para ela. O pior ano de sua vida. A pior das experiências.
Ela tinha pesadelos, chorava escondido dos amigos e dos pais, foi quando começou a compor músicas. Era uma fuga. Mas de noite voltava a doer quando era obrigada a deitar a cabeça no travesseiro sem ouvir aquele "eu te amo para sempre sempre sempre".
Procurou o amor em outros, obviamente não encontrou. Procurou por ele, eventualmente não encontrou.
Até que ele surge do nada, sem desculpas aceitáveis. Mas nenhuma desculpa superava aquela que ela mesma usara consigo mesmo "ele está vivo". Isso bastava.
Voltaram a amar-se. Voltaram a jurar o amor. Voltaram a planejar o futuro. Voltaram a ser perfeitos e completos.
E ele voltou a sumir. Duas, três vezes.
Ela aprendeu a conviver com a dor. Descobrira os macetes que aliviavam a angústia. Esperava ansiosamente pela volta do amado, pois sabia que ele voltaria. E ela estava sempre certa.
Até o dia em que acordou no meio da noite. Teve um insight. Percebeu que o tempo passara. Não era mais a garotinha frágil de anos atrás. Não podia mentir para si mesma, sabia que o amor não podia ser verdadeiro. Pelo menos, não da parte dele. Ela nunca o faria sofrer da forma que ele a fez tantas vezes.
Não trocaram palavras sobre isso, contudo ele entendera. Sumiu. Pela última vez.
Um dia, andando na rua, ela notou um rapaz estranho. Estranho demais para ser estranho para ela. Abordou-o, perguntou seu nome. Ele olhou nos olhos dela de uma forma que um estranho não faria, mas respondeu apenas o que perguntara, nada mais. Ela sorriu e respondeu "Foi um prazer conhecê-lo", e deixou para trás aquele desconhecido que a fez conhecer o amor verdadeiro.
"If someone said three years from now you'd be long gone, i'd stand up and punch them out cause they're all wrong. i knew better cause you said 'forever and ever'... who knew?"
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
I dreamed a dream in time gone by
O que é um sonho?
Um sonho pra mim tem mudado de definição conforme as fases da minha vida vão mudando. Um sonho já foi algo que me fizesse acreditar em uma vida melhor; Um sonho já foi meu estímulo pra continuar aprendendo; Um sonho já deixou de existir quando não havia luz...
E agora? Agora o sonho pra mim é algo muito menos supérfluo do que costumava ser. Eu não vivo para sonhar. Hoje eu sonho para viver. Acredito que o ser humano necessita de uma vontade maior, uma ambição que inspira, que estimula, que não o deixa desistir.
O sonho é uma partícula mínima da alma que faz a gente acreditar que merece algo bom, é o desejo profundo da alma, a essência. O sonho É essencial!
Quem não tem um sonho acha que não tem um sonho, mas de repente você descobre que há, sim, algo no mundo por qual você lutaria, que te traria paz momentânea - mas ainda assim paz.
Que o sonhos não sejam meramente inalcançáveis. Que os sonhos nos destinem para algo mais profundo. Mas que os sonhos não nos façam deixar de amar nossa vida como ela é.
Um sonho pra mim tem mudado de definição conforme as fases da minha vida vão mudando. Um sonho já foi algo que me fizesse acreditar em uma vida melhor; Um sonho já foi meu estímulo pra continuar aprendendo; Um sonho já deixou de existir quando não havia luz...
E agora? Agora o sonho pra mim é algo muito menos supérfluo do que costumava ser. Eu não vivo para sonhar. Hoje eu sonho para viver. Acredito que o ser humano necessita de uma vontade maior, uma ambição que inspira, que estimula, que não o deixa desistir.
O sonho é uma partícula mínima da alma que faz a gente acreditar que merece algo bom, é o desejo profundo da alma, a essência. O sonho É essencial!
Quem não tem um sonho acha que não tem um sonho, mas de repente você descobre que há, sim, algo no mundo por qual você lutaria, que te traria paz momentânea - mas ainda assim paz.
Que o sonhos não sejam meramente inalcançáveis. Que os sonhos nos destinem para algo mais profundo. Mas que os sonhos não nos façam deixar de amar nossa vida como ela é.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
presence lingers here
"Entender é diferente de aprender".
Um professor citou esta frase esses dias... Uma frase muito banal, por sinal, mas que me fez refletir bastante. E não é que isso é verdade mesmo? Veja bem:
Você já teve que deixar alguém ir pelo bem da própria pessoa? Se sim, sabe do que eu falo aqui. Você entende que ela tem que ir, que vai ser o melhor, que vai fazê-la feliz. Mas isso não lhe impede de sentir lá no fundinho aquele egoísmo. Você vai deixá-la ir pelo bem dela, mas você vai sofrer pensando no seu próprio bem. Você entende que ela vai ficar melhor, mas você não aprende facilmente a viver sem ela.
Isso não me aconteceu pela primeira vez agora... Nem pela segunda ou pela terceira. E mesmo assim, como posso não ter aprendido ainda? Vai entender... Ou não.
No entanto, eu aprendi recentemente que egoísmo é como infantilismo, e infantilismo é algo de que devemos executar assim que reconhecemo-lo!
Deixo-te ir. Se te fazes feliz, feliz que sejas!
A propósito, nunca aprendi o imperativo teórico.
Go, angel, fly around this world <3
sábado, 26 de setembro de 2009
TOMMCFLY @LIVIAVIEIRA
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Got my own dreams, got my own plan, gonna get there anyway I can.
Ultimamente tenho me sentido como se o mundo não estivesse satisfeito em ver alguém feliz.
Não páro de receber críticas e reprovações, tô cansada de ouvir "você não vai chegar lá" ou "você sonha muito alto" ou "seu sonho é uma utopia". Parece que em todos os lugares que eu olho tem alguém me dizendo que sonhos são só sonhos, e nada mais. E quer saber? Tem sempre alguém!
Isso, bem na hora, me derruba. Mas depois me fortalece. É exatamente por isso que realizar o meu maior sonho virou uma questão de honra! Agora é como se eu estivesse correndo atrás do meu sonho pelas outras pessoas, só pra esfregar na cara de todo mundo, e não para me sentir realizada. É quando eu tenho que me puxar de volta. FOCO, Lívia! Foco!
Por isso ou por aquilo, tanto faz, o importante é que vai acontecer, graças a Deus.
Bem agora eu sou feliz. Não cem por cento, mas sou. Tenho tudo o que preciso, nunca passei dificuldade na vida, graças a Deus (2), tenho uma família e amigos maravilhosos e tenho um objetivo de vida. Não importa se me dizem que eu sonho alto, ou que sou lunática, eu estou feliz, ponto. Não tem espaço pra ninguém dar palpite.
Sabe, muitas pessoas ficariam tristes por não ter visitas no blog, mas, por mais bizarro que seja, eu até que gosto. Quanto menos pessoas, mais pessoal fica. Fica mais próximo de mim. Escrevo única e especialmente para mim, dando liberdade para algum possível visitante.
Lívia Vieira no Twitter
Não páro de receber críticas e reprovações, tô cansada de ouvir "você não vai chegar lá" ou "você sonha muito alto" ou "seu sonho é uma utopia". Parece que em todos os lugares que eu olho tem alguém me dizendo que sonhos são só sonhos, e nada mais. E quer saber? Tem sempre alguém!
Isso, bem na hora, me derruba. Mas depois me fortalece. É exatamente por isso que realizar o meu maior sonho virou uma questão de honra! Agora é como se eu estivesse correndo atrás do meu sonho pelas outras pessoas, só pra esfregar na cara de todo mundo, e não para me sentir realizada. É quando eu tenho que me puxar de volta. FOCO, Lívia! Foco!
Por isso ou por aquilo, tanto faz, o importante é que vai acontecer, graças a Deus.
Bem agora eu sou feliz. Não cem por cento, mas sou. Tenho tudo o que preciso, nunca passei dificuldade na vida, graças a Deus (2), tenho uma família e amigos maravilhosos e tenho um objetivo de vida. Não importa se me dizem que eu sonho alto, ou que sou lunática, eu estou feliz, ponto. Não tem espaço pra ninguém dar palpite.
Sabe, muitas pessoas ficariam tristes por não ter visitas no blog, mas, por mais bizarro que seja, eu até que gosto. Quanto menos pessoas, mais pessoal fica. Fica mais próximo de mim. Escrevo única e especialmente para mim, dando liberdade para algum possível visitante.
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